O
tempo vai passando e nada era como antes...O mundo se globaliza, a tecnologia
avança, e a força de vontade quase não existe, em um mundo em que falta
esperança. As gerações passadas
revolucionaram a sociedade em busca de seus ideais, mas agora o que perdura é a
imagem do jovem sedentário, em frente a um computador. Deste modo, o jovem
deixa de protagonizar em sua sociedade, e deixa que um fenômeno se torne
protagonista em sua vida: o consumismo.
As
gerações passadas são aclamadas por suas atitudes, de buscar por seus
objetivos, de tentar mudar o seu espaço vital. Eles sofreram, perderam quem
amavam, mas em suas consciências aquele estado de vida não poderia continuar e
através de sua revoluções e protestos, eles conseguiram seu espaço na
história. Mas esta postura não permanece
com o tempo. Enquanto na década de 1960, jovens se mantiveram dispostos a lutar
com a ditadura, na década de 1970 tudo muda e a forma de vivência é aceita pelos
cidadãos. Na música "Como nossos pais" de Belchior, temos a seguinte
citação: "Eles venceram e o sinal está fechado pra nós que somos
jovens", nesta frase temos uma boa definição do que estava acontecendo: o
fato contraproducente de que os jovens aceitaram que a batalha contra a
ditadura foi perdida deixando de serem os protagonistas da sociedade.
Nos
tempos atuais, a juventude está sendo dominada pelo consumismo, o fato de
querer as inovações que são apresentadas a cada dia a preocupação com a
sociedade é deixada de lado. Porém, há alguns protagonistas que estão em
evidência atualmente. Aqui em São Paulo, por exemplo, há ciclistas que estão
lutando para reduzir o número de carros nas ruas e com esta atitude melhorar
diminuir a poluição, é um gesto de cidadania embora seja ainda pouco. É eminente
que não temos uma mobilização geral dos jovens, mas seria precoce dizer que o
sonho acabou.
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